Sherlock Holmes e o próximo clube de leitura

Ando afastado do blog, apareço de vez em quando, posto algumas coisas e sumo. Quero voltar a escrever com regularidade, mas estou meio desanimado. Antes, quando ficava um tempo, assim, sem escrever aqui, minha mãe pegava no meu pé, tinha medo que eu abandonasse o blog, mas agora, até ela largou mão e nem se incomoda mais. Não pretendo abandonar o blog, não, tenho muitos planos para ele e um deles, é o clube de leitura, e é pelo clube que volto aqui, hoje.

Clube de leitura com 140 leitores

Outro dia, recebi uma mensagem da professora Luciana, de Belo Horizonte: “Oi, Heitor, tudo bem? Será que dá pra gente fazer o clube de leitura com o livro ‘Os dançarinos’? Vai ser a primeira leitura do ano.” Topei na hora! Só a professora Luciana e o nosso clube de leitura, para me animarem. Já tinha conversado com ela sobre “Os dançarinos”, esse livro é uma adaptação para HQ, de uma história de Sherlock Holmes, escrita, claro, por Sir Arthur Conan Doyle, adaptada por Vincent Goodwin, ilustrada por Ben Dunn, traduzida para o português por Cassius Medauar e publicada pela Farol Literário.

Mas, hoje, ainda não vou falar de “Os dançarinos”, só passei aqui para avisar, que na próxima semana, começaremos outro clube de leitura, com os alunos da Escola Luiz Gatti, de Belo Horizonte, que estão lendo o livro (fotos). Quem quiser, poderá acompanhar ou participar do clube aqui pelo blog. Da escola, são 4 turmas do 8º ano, no total de 140 alunos. E já que estou por aqui, mesmo, vou aproveitar para falar de outro livro, que li recentemente e que também conta uma história de Sherlock Holmes. É o “Melodia Mortal”, de Pedro Bandeira e Guido Carlos Levi.

Melodia Mortal

Já conhecia o Pedro Bandeira, li outros livros dele e, uma vez, participei de um bate-papo com ele (Encontro com Pedro Bandeira), inclusive, nesse dia, peguei o seu autógrafo. No bate-papo, ele disse, entre outras coisas, que o narrador e a forma como a história é contada são muito mais importantes do que a própria história. Em “Melodia Mortal”, um dos narradores é o próprio John Watson, médico, amigo, parceiro e biógrafo de Sherlock Holmes, e narrador muito famoso e competente.

Escrito por Pedro Bandeira e por Guido Carlos Levi, e publicado pela Fábrica 231, selo da Editora Rocco, “Melodia Mortal” se passa em duas épocas, no tempo de Holmes e Watson e no tempo atual. O detetive e seu parceiro médico investigam as circunstâncias em que grandes compositores morreram, e colocam em dúvida a versão oficial. Essas investigações são contadas por Watson e, depois, analisadas por um grupo de 12 médicos londrinos, a Confraria dos Médicos Sherlockianos, que se reúnem, sempre em algum restaurante, e analisam esses casos, sob a ótica do conhecimento científico dos tempos atuais. Esta parte do livro é narrada em 3ª pessoa e o co-autor do livro, Guido Carlos Levi, médico como Watson, amigo de Pedro Bandeira e apaixonado pela música erudita, empresta seus conhecimentos científicos para a Confraria observar, com critério, todos os casos analisados, investigados por Sherlock Holmes e contados pelo Dr. John Watson.

A morte de Vicenzo Bellini, aos 35 anos de idade, teria sido “apressada por mãos humanas”? Frédéric Chopin morreu, mesmo, de tuberculose? Wolfgang Amadeus Mozart morreu por negligência médica? Piotr Ilitch Tchaikovsky morreu de cólera ou foi vitima de um suicídio induzido? Teria sido a esquizofrenia, que levou Robert Schumann a uma tentativa de suicídio e anos depois, a sua morte? – a análise desse caso tem o apoio de Sigmund Freud (em pessoa) e traz diálogos divertidíssimos do pai da Psicanálise com Sherlock Holmes. E, finalmente, teria Ludwig Van Beethoven morrido de cirrose hepática, envenenado por sais de chumbo?

Os autores

Pedro Bandeira nasceu em Santos em 1942 e vive em São Paulo desde 1961. Cursou Ciências Sociais na USP, foi ator de teatro, publicitário e jornalista e, a partir de 1983 passou a se dedicar totalmente à literatura infantojuvenil. Tem mais de cem títulos publicados e milhões de exemplares vendidos. É também palestrante, especialista em letramento e técnicas especiais de leitura. Tem três filhos e cinco netos.

Dr. Guido Carlos Levi nasceu em Jaú, em 1941, mas desde cedo vive e clinica na cidade de São Paulo. Formou-se em Medicina na PUC de SP, campus Sorocaba. Especializou-se como infectologista e por anos dirigiu o Hospital Emílio Ribas. É proprietário e diretor da CEDIPI, clínica especializada em doenças infecciosas, parasitárias e em imunizações. Publicou “Recusa de vacinas: causas e consequências” e “Investigação de surtos e epidemias no Brasil”. Tem três filhos e seis netos.

Dr. John H. Watson, M.D. nasceu em Londres, Inglaterra, por volta de 1857, formou-se em Medicina pela Universidade de Londres em 1878 e especializou-se em cirurgia em Netley, Hampshire. Como cirurgião assistente do Quinto Regimento de Fuzileiros de Northumberland, partiu para Índia e logo foi designado para atuar na Guerra Anglo-Afegã. Gravemente ferido na batalha de Maiwand (1880), foi aposentado por invalidez como médico militar. De volta a sua cidade natal, alternou suas atividades como clínico com a de biógrafo de um detetive particular. Foi casado com Mary Morstan Watson e faleceu em Londres por volta de 1930 ou 1940.

 

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