Clube de leitura e Pedro Bandeira

Hoje vou dar uma passada rápida por aqui para dizer duas coisas. A primeira é que estou muito ansioso com o clube de leitura que vamos fazer no sábado, será minha estreia em clubes de leitura presencias, já teve muitos inscritos, mas ainda há vagas. É para jovens de 11 a 14 anos e quem quiser aparecer por lá, será muito bem-vindo. Vai ser neste sábado, dia 26 de agosto, das 14h30 às 16h30, na Biblioteca de São Paulo, que fica na avenida Cruzeiro do Sul, 2630, dentro do Parque da Juventude, ao lado da estação Carandiru do metrô. Na semana que vem vou escrever um post especial sobre esse nosso encontro.

Encontro com Pedro Bandeira

A outra coisa é pra contar que ontem participei de um encontro com o escritor Pedro Bandeira, na Universidade do Livro da Unesp, que fica no centro de São Paulo. Já li alguns livros do Pedro Bandeira, até falei de um, o “A marca de uma lágrima” em um post bem bacana que escrevi lá no começo do blog (vou deixar o link no final deste texto para quem quiser ler). Quem fez a mediação do bate-papo foi a editora de livros infantis e juvenis da Editora Moderna, a Maristela Petrili de Almeida Leite.

O Pedro Bandeira falou do início de sua carreira como escritor, contou que era jornalista, trabalhou em jornais e revistas e, incentivado pela professora Marisa Lajolo, escreveu o seu primeiro livro. Levou os originais para a própria Maristela, que aprovou, publicou e o provocou a escrever outros. Desde então, Pedro Bandeira não parou mais, em 35 anos publicou mais de cem livros. Ele disse que escreve adaptando sua linguagem ao leitor e que o mesmo tema pode ser contado para diversos públicos, que é só mudar o “foco narrativo”.

Outra coisa interessante que ele disse é que com a literatura podemos experimentar emoções antes mesmo de viver essas emoções, a literatura prepara a gente para a vida, nos ajuda a compreender e elaborar muitos sentimentos. Ele também disse que numa história, não importa tanto o seu conteúdo, o que importa, mesmo, é o narrador e como essa história é contada. Para ele, o grande desafio do escritor é encontrar o jeito de contar uma história. Ele falou que tem orgulho de ser o iniciador na formação de leitores, na plateia havia muitos adultos, emocionados, que aprenderam a gostar de ler com seus livros.

Ele também explicou que para se escrever uma boa história, o autor tem antes que criar um bom personagem, pois um personagem bem escolhido dá ao autor as ideias para o texto, na verdade, é o personagem que acaba escrevendo a história. – Isso eu já sabia! 😉 E acrescentou que às vezes um livro empaca, porque o personagem não ajuda. – E com isso eu não concordo. 🙁

Ele contou também que quando era criança, na escola, escrevia muitos poemas de amor para as meninas, mas nunca conseguiu conquistar ou namorar nenhuma delas, não porque os poemas fossem ruins, ele que era tímido e não tinha coragem de mostrar as suas declarações.

Sobre sua forma de trabalhar, ele disse que escreve e reescreve muitas vezes, e só libera o original quando tem certeza que está terminado. Pedro Bandeira escreve para crianças e jovens, nunca publicou um livro para adultos, uma vez ele começou a escrever um livro para adultos, mas abandonou. Ele contou que um dia desses foi olhar seus arquivos e o livro inacabado estava lá, com 75 laudas escritas, ele releu e decidiu retomar o texto e terminar o livro. Oba! Vamos aguardar…

Link para o post “Li um livro de Pedro Bandeira”: O livro é “A marca de uma lágrima” e quem me indicou essa leitura foi o meu amigo, o bibliotecário João Gabriel, quando trabalhava na biblioteca Anne Frank: http://blogdoleheitor.sintaxe.com.br/li-um-livro-do-pedro-bandeira-2/

Pedro Bandeira e Maristela Petrili de Almeida Leite, da Editora Moderna
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