Direto de Londres

Estou em Londres, nunca imaginei fazer essa viagem – depois explico, com calma, como consegui chegar até  aqui. Já falei, no outro post, que estamos perseguindo um livro e que nossas últimas averiguações, no Brasil, deram conta, de que alguém o levou para outro país. Quando descobri que o livro tinha ido pra Inglaterra, pensei em desistir de contar essa história e abandonar o projeto – nunca que iria conseguir viajar para tão longe -, até que surgiu a oportunidade de vir pra cá. Viemos eu e o Lipe!

A contribuição do meu amigo tem sido fundamental pra nossa investigação, ele já está bem adiantado no inglês, quase fluente, eu ainda estou aprendendo, meu inglês é muito fraco, e graças ao Lipe, estamos conseguindo conversar com as pessoas e garimpar as informações necessárias. Inclusive, ele está aqui, do meu lado, pressionando para eu parar de escrever, pra gente sair pra rua e continuar com as nossas buscas.

London Boy

Apesar das minhas limitações com a língua, no terceiro dia, já me senti em casa e o Lipe, pra me zoar, começou a me chamar de London Boy e repetir uns versos do David Bowie, que ele leu num cartaz, na New Oxford Street, quase esquina com a Tottenham Court Road:

A London boy, oh a London boy, your flashy clothes are your pride and joy, a London boy, a London boy, you’re crying out loud that you’re a London boy“.

Não posso contar mais detalhes de tudo que está acontecendo por aqui, primeiro, porque ainda estamos no meio da investigação, depois, daria spoiler de uma história, que ainda não terminou. Espero que acabe antes do final do ano, pois será a continuação do livro “Os meninos da biblioteca”! Então, por enquanto, é só isso que posso dizer, mas aproveito este post, também, para mostrar algumas das fotos, que tiramos da cidade.

O Lipe e eu, enquanto traçávamos nosso plano de investigação

Álbum de Viagem

Londres

Biblioteca do bairro, fomos visitá-la logo no primeiro dia e já voltamos outras vezes
Na calçada da rua principal, miniatura indicando que a biblioteca está por perto
Um sebo da famosa Charing Cross Road, ainda há três, resistentes
Hatchards, tradicional e mais antiga livraria de Londres, fundada em 1797
O Brasil é manchete do jornal inglês The Guardian
Na estação ferroviária de St. Pancras, sai trem para Paris e Bruxelas
O Parlamento, visto de fora, que o atual primeiro ministro quis fechar
Downing Street, onde mora esse ministro, soube que essa rua já foi aberta
Russel Square, uma das muitas praças da cidade
Londres também é cheia de parques, esse é o Waterlow Park
Foto artística de Camden Town, ex-bairro punk. O Lipe disse que fiz sem querer
Shakespeare’s Globe, reconstrução do Globe Theatre, o teatro de Shakespeare
Royal Albert Hall, a rainha Vitória mandou construir, em homenagem ao marido
Tower of London, começou a ser construída em 1066 pelo rei Guilherme I
The British Library, a Biblioteca Nacional daqui, também fiz visita guiada
Outra edição do The Guardian, página inteira sobre o Brasil
A Catedral de St Paul, que só vi por fora
Na igreja de All Saints, assisti à missa, com coral e música de Mozart
The National Gallery, tem muitas obras históricas da Arte, mas o Van Gogh é a estrela
British Museum, história de várias culturas, a estrela, são as múmias do antigo Egito
O rio Tamisa e ao fundo, London Eye, a roda gigante, o olho de Londres 
Outra área de sebos, no South Bank Centre, Centro Cultural da margem sul do rio 
Tower Bridge é uma ponte pênsil e basculante e foi inaugurada em 1894
A casa de Freud, onde sua filha Anna morou até 1982, ano que morreu, hoje é museu
Museu do Sherlock Holmes, fomos buscar inspiração pra nossa investigação
O Palácio de Buckingham, residencia oficial da rainha, em dia de chuva

Uma esticada até Hay-on-Wye

Também fomos à Wales, o País de Gales! Em Londres, pegamos o metrô da linha Northern, descemos na estação Euston, que também é uma estação de trem, tomamos o trem, passamos em Birmigham, fomos até Hereford e de lá, pegamos um ônibus para Hay-on-Wye, pequena cidade no País de Gales, conhecida como a Town of Books, a Cidade dos Livros, lugar cheio de livrarias e sebos, e onde também acontece um festival anual de livros. Nossa última parada no Reino Unido. Hay-on-Wye já era uma cidade com muitas livrarias, quando, em 1962, Richard Booth, um excêntrico amante dos livros, herdou uma propriedade na cidade, transformou-a em uma livraria, começou a organizar o festival anual e deu um caráter mais comercial ao lugar. Ele se autodenominava King of Hay. Richard Booth morreu em agosto deste ano e a cidade estava cheia de homenagens a ele. 

A torre da cidade, nosso ponto de encontro
Uma das livrarias da cidade, essa especializada em poesia
Outra livraria, essa tinha muitos livros que falavam de livros
Essa é a livraria do Richard Booth, é a maior da cidade e tem de tudo
Seção infantil da livraria do Richard Booth
Ele transformou Hay-on-Wye na capital dos sebos do Reino Unido
Essa anunciava livros de segunda mão, mas todas tem
Outra livraria/sebo da cidade, são muitas, não dá para mostrar todas
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  1. Que delícia de viagem! Obrigada por compartilhar lugares tão bacanas. Se for à Londres no futuro certamente inclurei vários deles. Um abraço grande para você e outro por Lipe.

  2. Que bom que você gostou, Lucila!
    Nós estamos adorando e pena que está acabando.
    Obrigado e abraços meu e do Lipe.

  3. Boa tarde Heitor
    Você é um guia excelente. Conte-nos todas as novidades. Estamos com saudades mas felizes porque sabemos que você está curtindo muito. Denise Fon

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