Como eu disse no post anterior hoje eu vou falar da Aline Abreu. Há muito tempo que eu queria conhecer a Aline, pessoalmente. A Paula, que é a minha amiga jornalista, já tinha me falado muito dela. Uma vez quase que a gente se encontra na Bienal do Livro. Nessa Bienal eu conheci um monte escritores e ilustradores e contei aqui no blog. Uma hora eu estava com a Paula visitando os estandes das editoras e ela me mostrou a Aline, que estava passando pelo outro corredor. – Corre Heitor, vamos falar com a Aline Abreu, ela é muito legal! Naquele dia a Bienal estava cheia de gente. Corremos, corremos, mas não conseguimos alcançá-la. Perdemos a Aline de vista.
Eu não conhecia a Aline, mas já tinha lido dois livros dela, li faz tempo, quando ainda estava no primeiro ano, meus pais me deram de presente. A minha mãe deu um que se chama Mamãe sabe quase tudo e o meu pai, Papai é quase um herói, ainda tenho esses livros em casa, foram publicados pela editora DCL. Eu lembro que li e achei os pais das histórias, muito parecidos com os meus. Acho que a Aline escreveu esses livros pensando nos pais dela. Quando a gente é criança, nossos pais são meio parecidos, mesmo.
Depois desse quase encontro na Bienal eu tive algumas notícias da Aline. Soube que ela participou de uma coleção de livros-objeto, da editora Jujuba, inventados pela artista plástica Edith Derdyk. Eu vi alguns, são bem legais, a gente vai dobrando as páginas e criando um monte de histórias, as nossas histórias. Nessa coleção a Aline ilustrou o texto da Alice Ruiz. Sempre que eu coloco post novo no blog, o pessoal da Sintaxe manda e-mail pra ela. Eles conhecem a Aline. Outro dia eu recebi um e-mail dela:
Assunto: quero te mandar um livro meu!
Oi Heitor, tudo bem?
Continuo fã do seu blog.
Publiquei um livro novo e queria te mandar. Qual o seu endereço?
Beijo grande, Aline Abreu.
Fiquei tão feliz com o e-mail da Aline, que respondi na hora:
Oi, Aline!
Obrigado!
Que bom! Manda, sim. Quero ler o seu livro novo.
Um beijo, Heitor.
E passei o meu endereço pra ela. Dois dias depois, recebi o livro da Aline, que chegou pelo correio. Adoro receber livro em casa… Fico tão feliz! O livro
que ela me mandou se chama Que bagunça!, foi escrito e ilustrado por ela e publicado pela Planeta Infantil. Depois descobri que quem editou esse livro foi a minha amiga Otacília – esse mundo é pequeno, mesmo – a Otacília é editora da Planeta. Já li o livro, adorei e vou falar dele, mas, antes vou terminar a história do nosso encontro. Uns dias depois, fiquei sabendo que eu ia para o Salão da FNLIJ no Rio de Janeiro. Mandei um e-mail pra Aline, contando e perguntando se ela ia também. Ela me disse que sim e que ia lançar dois livros, um no sábado e outro no domingo e me perguntou: “Será que nos encontraremos por lá? Tomara!” – OBA, eu respondi no e-mail. Vamos nos encontrar, sim. Eu fico até sábado à noite.
Encontrei a Aline no Salão, no sábado de manhã. Conversamos um pouco, falamos da Paula, da Otacíla, nossas amigas em comum, e ela me falou dos dois livros novos que ela estava lançando. Um é o Que bagunça!, que eu já tinha lido, e outro é o Cheirinho de talco, que conta uma história muito bonita, escrita e ilustrada pela Aline. Este foi publicado pela editora Autêntica e eu comprei. Meu pai me deu um dinheiro para eu levar para o Rio e gastar em livros. Ele diz que é um bom investimento, eu também acho! Vou falar deste livro, também. Depois eu peguei o autógrafo dela, nos dois livros e ficamos amigos. Antes ela só era minha amiga virtual, agora a Aline é minha amiga real, de verdade.
A Aline Abreu também tem um blog e é bem legal. O nome dele é “desenpalavras” e o endereço é http://desenpalavras.blogspot.com.br/. Lá tem os livros, os desenhos e as histórias da Aline e também tem os eventos que ela participou e os lançamentos que ela vai fazer. Lá eu descobri que ela vai lançar esses dois livros, que eu vou falar hoje, aqui em São Paulo. O primeiro lançamento será em junho e o outro em agosto. Não quero perder!
O livro Que bagunça!, escrito e ilustrado pela Aline Abreu e publicado pela editora Planeta Infantil conta uma história bem maluca. É uma “viagem” com desenhos bagunçados e muita imaginação. O livro começa com um menino que não sabe por onde iniciar sua história e pede ajuda ao leitor. Depois seguem os dois, menino e leitor, por uns caminhos bem bagunçados e cheios de imaginação.
A Aline disse que este livro nasceu das bagunças que ela faz com as palavras e as imagens. Ela disse também que pra fazer os desenhos, pegou papel vegetal, canetinha nanquim e foi rabiscando e depois usou um escâner para jogar tudo dentro do computador. “Ficou a maior bagunça!”, ela disse. E lindo, eu acrescento. Afinal, como ela adivinhou na dedicatória que fez pra mim neste livro, eu também adoro uma bagunça.
O livro Cheirinho de talco, escrito e ilustrado pela Aline Abreu e publicado pela editora Autêntica conta uma história muito bonita, da relação de
uma menina com a sua bisavó. O nome da bisavó era Hermengarda e os pais para homenageá-la, iam dar esse mesmo nome à menina. “Eu escapei por pouco desse nome!” Depois a menina começa a falar de outros nomes estranhos. É muito engraçado o jeito como ela vai contando isso. Depois acontece uma coisa na história – que eu não vou dizer o que é – que faz a menina começar a falar da Sinhá, que era o apelido da sua bisavó.
Elas tinham alguns segredos e gostavam das mesmas coisas. A bisavó tocava piano e a menina começou a estudar violino. Tem uma parte da história, que a bisavó pega uma orquídea do fundo do quintal da casa dela e dá para a menina. A menina planta a orquídea na sua casa, que floresce num dia muito especial. É emocionante essa parte. Vocês precisam ver! Confesso que chorei! A Aline diz que fez as ilustrações deste livro com papeis amarelados, “guardados havia tempo, amassadinhos como as memórias entocadas bem dentro da gente.”
Aline Abreu é ilustradora e escritora. Primeiro começou ilustrando os livros de outros escritores, depois descobriu que podia fazer as duas coisas e passou a ilustrar os seus próprios livros, mas sempre arruma um tempo e diz: “quando algum autor me convida para viajar junto também é bom demais.” Estudou Artes Plásticas, nasceu no Rio de Janeiro, mas mora em São Paulo desde criança.
No próximo post vou falar de outra amiga escritora. Com este blog estou ganhando muitos amigos! Essa amiga eu já conhecia desde a Bienal, ela também foi ao Salão da FNLIJ, mas eu não consegui encontrá-la, quando ela foi, eu já tinha vindo embora. Mas, mesmo assim, eu consegui dois livros autografados por ela. O nome dela é Luciana Savaget e no próximo post vou contar como isso aconteceu.














































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